centro tea em são paulo

centro tea em são paulo

1º centro municipal para pessoas com transtorno do espectro autista - tea da secretaria municipal da pessoa com deficiência - smped


  • sobre
  • ficha técnica
    • local: são paulo - são paulo - brasil

      ano da obra: 2024

      ano do projeto: 2023

      área do terreno: 4.334 m²

      área da obra: 5.841 m²

    • arquitetura: claudia nucci e valério pietraroia

      colaborador: kauê costa de oliveira.  

      paisagismo: koiti mori e klara kaiser arquitetos associados

      estrutura metálica: alberto hamazaki – steel tec consultoria e projetos ltda

      estrutura concreto: péricles palazzi e antônio carlos santos lima

      fundações: zf & engenheiros associados

      elétrica: czn engenharia ltda

      hidráulica: czn engenharia ltda

      ar-condicionado: climaplan projetos térmicos ltda

      conforto térmico e acústico: helena padovani

      sonorização: geraldo ribeiro

      iluminação cênica: fc engenharia e iluminação

      energia fotovoltaica: mapsolar energias renováveis

      painel mural: rio sora

      gerenciamento: spobras

      construção: construtora leman

      fotos da obra no solo: nelson kon

      fotos aéreas da obra: alberto ricci

  • prêmios
    • Prêmio Melhores e Maiores Obras do País - Instituto de Engenharia
      2025
      São Paulo

  • mais sobre o projeto

O Centro TEA é inédito como equipamento público dedicado à articulação e ao fortalecimento do vínculo familiar, proporcionando atividades de socialização e de convivência dos indivíduos com TEA. Segundo a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, todas as ações propostas nesse espaço têm o objetivo de combater e de romper com o capacitismo, que é o preconceito contra as pessoas com deficiência, por serem tratados como incapazes ou menos capazes.

A obra oferecerá atividades de autocuidado, formativas, esportivas e culturais.

O Centro TEA inova ao permitir que atividades culturais e esportivas sejam incorporadas. Assim, a arquitetura insere-se no sistema proposto, qualificando o lugar criado, ao dotá-lo de sentido, que vai além do cumprimento do programa institucional proposto.

Estamos falando aqui de um objeto arquitetônico primordialmente público. O Centro TEA é antes de tudo um Equipamento Público, onde devem conviver indivíduos de diversas faixas etárias e as atividades necessárias para o desempenho de suas funções.

O projeto parte de elementos construtivos modulares, racionalmente estruturados, uma malha que diálogo com volumes circulares acolhedores, que vão pontuando os espaços internos e externos, criando situações diferenciadas.

A obra se apresenta como artefato urbano, através da cobertura metálica que une o conjunto, reforçando a horizontalidade marcante da fachada de quase 90 m.

Há um cuidado relevante em relação à concepção das células fundamentais de aprendizagem e de convivência. Os conjuntos de salas e de oficinas, assim como brinquedoteca, refeitório e outros, formam blocos formalmente caracterizados no interior da edificação. Não se trata de propor espaços confinados. É importante mencionar que o projeto evita a criação de grandes espaços abertos, com excessiva amplitude das perspectivas visuais. Isso significa, cuidar da escala do indivíduo, valorizar a sensação de segurança no interior do Centro TEA.

O Centro TEA é uma edificação com 90 m de fachada para a av. Santo Dumont, junto à Ponte das Bandeiras, em São Paulo.

É composto por subsolo e dois pavimentos unidos por cobertura metálica que unifica o conjunto.

No programa funcional, além dos ambientes dedicados aos cuidados e orientações às pessoas com o transtorno do espectro autista, como salas de atendimento, sala de música, brinquedoteca e sala sensorial, há ainda ambientes dedicados à formação dos seus familiares, bem como dos profissionais que atuam nessa área.

Um teatro para 250 lugares e a área esportiva (piscina e quadra poliesportiva) complementam o Centro TEA, ampliando e enriquecendo sua atuação como equipamento público.

A obra se diferencia fundamentalmente por explorar todos os parâmetros e normas relativos à acessibilidade e aos cuidados dedicados às pessoas portadoras de deficiência de maneira a torná-los atributos do projeto e não como barreiras ou elementos limitadores.

Isso significa projetar um espaço constituído por elementos construtivos (rampa, plateia do teatro, brinquedoteca, sala sensorial, jardim sensorial, etc) dotados do destaque e da valorização que merecem.

Do ponto de vista construtivo, a obra se destaca na medida em que associa processos industrializados de construção, desde o subsolo até o pavimento superior. O projeto associa a pré-fabricação em concreto com o concreto moldado no local e com a construção metálica explorando esteticamente cada um dos sistemas construtivos e dedicando um cuidado especial aos detalhes de transição.